domingo, 10 de outubro de 2021

O ELOGIO com AMIZADE

AMIZADE na Pesquisa de Terapeutas


As pessoas estão cada vez mais frias, há carências de carinho, não se valorizam as qualidades… só se ouvem críticas!


As pessoas estão cada vez mais intolerantes, e desgastam-se valorizando… os defeitos dos outros! Uma das causas do fracasso dos relacionamentos.


Falta o sentido do ELOGIO, tanto nos homens que não elogiam as mulheres e vice-versa!


Os chefes não elogiam o trabalho dos subordinados! Pais e filhos não se elogiam…


As pessoas valorizam mais as coisas fúteis, tais como futebolistas, novelas sem conteúdo afectivo, artistas, cantores, burrices…


A ausência de ELOGIO vai desvalorizando os valores que engrandecem as pessoas e as fazem felizes.


O excesso de Orgulho impede as pessoas de dialogar com positivismo, e essa carência é motivo de depressão e ansiedade que chega aos consultórios dos terapeutas! Leva à desconfiança, destrói casamentos, inferniza muitos lares!


É urgente começar a elogiar quem nos faz bem, valorizando a nossa família, os amigos, os alunos, os subordinados.


Elogiemos as boas atitudes e acções, a ética, os bons profissionais, a beleza dos nossos parceiros ou parceiras, o bom comportamento dos filhos.


Observemos o que as pessoas gostam: a família, os amigos, os companheiros de trabalho. Vivemos numa sociedade, onde precisamos muito uns dos outros! É impossível ou doentio viver sozinhos; o ELOGIO é a motivação na vida de qualquer pessoa. Não se esqueça de Elogiar quem o merece! Eu começo já:


"O reconhecimento é a luz que alumia o caminho… para o sucesso da missão!"


Joaquim Coelho


(Voluntário de intervenção cívica e social)


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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

A Poesia em Contramão

A propósito da Antologia da Memória Poética


 


 Excelentíssima Senhora Doutora Margarida Calafate Ribeiro


e Assistente Doutora Luciana Silva.


Porque hoje é um dia importante na história de Portugal, passo a responder à Vossa comunicação de 22 de fevereiro de 2011 para refutar as insinuações descabidas sobre os meus conhecimentos sobre o tema “conceitos de poesia”, uma vez que nunca pretendi arvorar-me em “poeta inovador”. Mas, como consta no repertório desse Centro de Estudos Sociais, foi-me atribuído o “Premio de Poesia Inovação”, por um Júri constituído por três distintos homens das letras portuguesas.


Por outro lado, quando aceitei o Vosso convite para colaborar no Projecto da “Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial” foi com a convicção de que o mesmo pretendia trazer à estampa muitos dos “desabafos de alma” de Antigos Combatentes que conseguiram passar para o papel os seus mais profundos sentimentos e emoções que os tocaram no difícil ambiente de guerra.


Ora, pelo que percebi das palestras em que participei, o caminho seguido pela equipa de investigadores, seus aliados, está longe de satisfazer tal objectivo, ao trazer à colação escritos de pessoas que nunca andaram por dentro da guerra nem estiveram sujeitos aos constrangimentos sofridos pelos participantes directos nos teatros de operações militares em condições de grande dificuldade e perigo.


Assim, ao ver deformado um projecto de grande envergadura, dispendioso, elitista e pouco dignificante para os participantes nas guerras ultramarinas, declino a minha participação e mais uma vez refuto as insinuações indecorosas produzidas.


Quanto aos poemas que me solicitaram, permito a publicação de, apenas, um!


Crente de que ainda haja tempo para alterarem os critérios de selecção, desejo que o projecto não morra na praia.


Respeitosos cumprimentos.


Valongo, 25 de Abril de 2011


Joaquim Coelho


NOTA FOTOGRÁFICA:


Participação na Apresentação da Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial:


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Controvérsia com a Antologuia da Memória Poética


À Assistente Doutora Luciana Silva,


Porque escrevo para descrever alguns estados de Alma?


Quando acompanhava o poeta Pedro Homem de Melo, na apreciação dos Ranchos Folclóricos que deveriam ser escolhidos para exibição na Televisão, deambulei por diversas terras do interior do Minho e das Beiras, onde fui sensibilizado para escrever algo em forma de poema. As paisagens e o ambiente rural desenvolveram em mim a mística da simplicidade dos camponeses e comecei a escrever versos para os Ranchos Folclóricos. O Professor Pedro Homem de Melo ficava horas e horas sentado à beira dos riachos a meditar; de quando em vez, também escrevia. Foi um tempo de grande aprendizagem, até porque este homem de Afife também foi meu professor.


Os primeiros poemas foram publicados na revista “Notícia” de Angola e com crítica bastante favorável. Outros foram publicados em Moçambique “Notícias da Beira”,  “Diário de Moçambique”, onde tive problemas com a Censura; também publiquei no boletim militar “Boina Verde”.  


Conhecia os poetas Egito Gonçalves e Papiniano Carlos de quando frequentámos o Teatro Experimental do Porto, no tempo em que era dirigido pelo grande António Pedro, entre 1955-60. Tempos depois de regressar da tropa (1969), falei-lhes nos escritos em tempo de Repórter de guerra e poemas dos "diários de guerra" em Angola e Moçambique; logo se prestaram a colaborar na preparação de um livro com a finalidade de participar no concurso que a Editorial Inova estava a organizar. Decorria o ano de 1972. Escolhidos os poemas, organizou-se o livro que foi levado a concurso. Eram 178 poemas, quase todos sobre o tempo da guerra do ultramar. Por decisão do Júri, ganhei o "Prémio de Poesia Inovação", com direito à publicação do livro. Dias antes da distribuição do livro, soube que a Comissão de Censura interferiu e a PIDE apreendeu o molho dos meus poemas. Nunca mais soube deles, porque ninguém arriscava dar-me informações. Fui aconselhado a ficar quieto. Até o “Prefácio” que abria o livro “Tempo Presente, poemas da guerra e da paz” foi confiscado. Junto fotocópia da capa.


Veio a revolução do 25 de Abril; tudo começou a mexer nos textos apreendidos. Também fui à procura, tendo encontrado 21 dos 178 poemas. Ao tempo não havia condições de fotocopiar e parte dos rascunhos estavam destruídos. Desanimei na divulgação, mas fui passando a limpo os rascunhos do diário que escrevi nas horas difíceis da vida no mato, em condições de dificuldades e perigos. Ainda não está tudo pronto, mas deu para organizar cinco livros de poemas e três de texto narrativo do ambiente no meio da guerra. Poemas, são cerca de 340 de Moçambique, mais de 310 de Angola e mais de 850 de Portugal.


Foram escritos por impulso e sem respeitar qualquer regra literária. São a expressão dos estados de alma nos momentos mais delicados das minhas vivências temporais. Há de tudo um pouco, desde ideias filosóficas, deslumbramento de amores, angústias e incertezas no meio da guerra e intervenção social. Quanto a publicação dos livros, as editoras não se mostram interessadas em o fazer às suas custas, salvo a Clássica Editora, que publicou o liuvro: "O Despertar dos Combatentes" com grande sucesso, o qual foi premiado pela Academia Francesa com a mensão "Récit Homérique", em 2006 ". No entanto, com a colaboração de investigadores de Intervenção Cívica e Social da Universidade do Minho e Universidade de Lisboa, estão em organização vários livros para publicação numa parceria com uma Editora de Antigos Combatentes.


Atendendo a que a guerra colonial me marcou para o resto da vida, tenho procurado mostrar que houve uma guerra que mexeu com a vida de mais de quatro milhões de bons portugueses (entre militares e respectivas famílias), matou cerca de dez mil, estropiou mais de trinta mil e traumatizou mais de duzentos mil. Enfim, aniquilou os sonhos de muitos homens duma geração. Coisa que tem sido escamoteada e desvirtuada pelos governantes e pelos decisores da sociedade, inclusive, pelos “senhores coronéis e generais” que ao tempo comandavam as tropas. 


Grande parte dos escritos conhecidos sobre a guerra colonial são de gente que não teve intervenção directa e, como tal, não sofreu na pele os efeitos da guerra. Em alguns casos, de Manuel Alegre e António Lobo Antunes, aparecem afirmações que são autênticos insultos aos verdadeiros combatentes. Os antigos combatentes estão indignados com as mentiras e o modo redutor e infiel como são tratados. Até a RTP, no seu programa “A Guerra”, deu mais tempo de antena aos comandantes (muitos deles responsáveis por terem ficado abandonados mais de três mil mortos nas terras africanas) e aos mentores das chacinas que atingiram muitos civis portugueses, especialmente em Angola, não dando palavra àqueles que participaram nas mais complicadas operações de guerra. No meu caso, disponibilizei mais de três mil fotografias e prestei depoimento gravado durante 35 minutos e só apresentaram 50 segundos numa questão de reduzido interesse factual. Mas, alguns dos representantes da UPA-FNLA que aparecem na Televisão são bem conhecidos na arte de mandar massacrar inocentes indefesos no Norte de Angola; deviam ter sido julgados por genocídio e crimes de guerra. 


Ora, como podem entender, não acredito que a recolha de temas sobre a “Poesia da Guerra Colonial” venha a interessar aos combatentes, já que tudo quanto se fez até ao presente foi para servir de amostragem e deleite duma pseudo-elite intelectual que nada tem feito em prol das necessidades dos combatentes traumatizados pelas vivências no meio da guerra. Mesmo assim, estou disponível para colaborar, desde que a "Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial" seja um instrumento de divulgação em homenagem aos antigos combatentes.


Valongo, Março de 2010


Joaquim Coelho


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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Escritos de Intervenão Cívica e Social

Escrever poesia é uma forma de disfarçar a contundência dos textos de protesto.


Sempre tive jeito para escrever, desde a segunda classe, porque o meu pai me ensinou as primeiras letras antes de ir para a escola primária. Desde a primária que escrevi as pequenas estórias do cotidiano que me rodeava entre a escola e a vida no campo. Talvez por ter boa capacidade de observação, fazia rascunhos em sebentas e folhas soltas que tinha à mão. Curiosamente, nunca achei que tivesse jeito para poesia, embora andasse próximo de alguns Poetas que conheci, quando frequentava o Teatro Experimental do Porto. Talvez por isso, fui escrevendo um amontoado de palavras que mais tarde eles entenderam classificar como poemas de intervenção.   


Os princípios de escrita em forma de poema não foram convincentes! Pois, o primeiro poema dedicado a uma menina não resultou… porque, dois meses após termos reatado um hipotético namoro, embarcou para o Brasil, onde tinha o pai.


Os textos escritos nas reportagens em tempo das guerras ultramarinas eram censurados a granel. Como raramente passavam no crivo dos censores, refugiava-me nos textos em forma de poema para disfarçar o protesto que pretendia passar para o público. Assim contornei o sistema sem grandes incómodos.  


Ora, quando aconselhado a participar no concurso de livros de poemas da Editorial Inova, jamais esperava ganhar o prémio, uma vez que a minha timidez atava a vontade de acreditar entrar no mundo dos grandes poetas dos anos cinquenta e sessenta. Foi uma surpresa agradável, mas não entusiasmante para dar mais apreço à escrita em forma de poema.


Sempre tive o condão de observar a sociedade em diversos ângulos, vantajoso na recolha dos elementos essenciais para a construção do texto ou poema de intervenção cívica e social que me completa como cidadão solidário e disponível para abraçar grandes causas para o bem comum. Assim, vou escrevendo e divulgando para que tenhamos um mundo mais justo e mais solidário. E com a idade, sinto que ainda tenho muito a fazer dentro destes princípios, com sentido de amizade incondicional.


Primeiro poema a uma menina: 


     ADOLESCENTES


 


Era linda aquela tarde


em que o sol espreitava


por entre as nuvens soltas


como o teu cabelo ondulante


a rabiscar teu rosto airoso


no arraial de santo António,


 


os foguetes estoiravam no ar


tal como a nossa juventude


esplendor do tempo p’ra amar


estavas envolta na blusa branca


que te cobria os finos ombros


e eu olhei-te… sem rodeios


pus a mão nos laços verdes


que desciam até aos seios…


 


Deixas-te sair um sorriso


tão aberto e desprendido…


ansioso… perdi o juízo


ao controlar os movimentos


das mais próximas amigas;


com o olhar esboçavas


curiosidade na minha acção,


mas não quero que me digas


se era em mim que procuravas


o aconchego do coração.


 


Discreto, segui teus passos


porque estava no meu dia…


não podia pedir-te abraços


mas o momento prometia


esquecer o tempo ausente


longe dos exílios do coração


e por estares ali presente


temperavas a minha solidão.


 


Eu nunca tinha imaginado


sentir-me assim apaixonado


com amor chegando aos pares;


naquela tarde percebemos


o que é a invasão dos corpos


na ternura dos olhares…


ficamos embriagados de amor


e descobrimos a sensualidade


estimulando com fervor


os vivos sinais da felicidade.


       Termas de S. Vicente, Junho de 1956


   Joaquim Coelho


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Mas, fiz um poema a outra menina que cativei:


    DIA DE PROCISSÃO


 


Numa tarde quente do verão


subi à colina mais alta


para avistar a procissão


e escolher a moça mais bela


que leve rosas na mão.


 


Antes da volta ao pelourinho


vi a Aninhas de cor trigueira…


quis oferecer-lhe um docinho


e encravei nos olhos dela


envergonhado como um anjinho.


 


Esfumada a soberana ocasião,


sem tempo para meditar,


contornei os devotos da procissão


e vislumbrei uns seios altivos


bem à medida da minha mão!


 


Enchi o peito de ternura


para lhe cativar os beijos,


pois era tal a minha loucura


que tinha a boca em combustão!


agarrei-a bem pela cintura


e… com um gesto singular,


encostei-a às grades do portão.


 


O sol também foi nosso amigo…


Escondeu-se além do pinheiral!


A Aninhas mostrou-me o umbigo,


num gesto de ingénua sedução;


mas a hora era de perigo


e refreou mais uma usurpação


daqueles seios ainda virgens


que deslizavam na minha mão.


 


Foi ao toque das santas trindades


que acordaram os cordeirinhos,


na singularidade das idades


e com a ternura dos anjinhos.


 


  S.Vicente do  Pinheiro, Junho de 1958


Joaquim Coelho


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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Militares Veteranos da Europa Confraternizam

UM LEGADO A RECORDAR


Os militares Veteranos são detentores de um basto conhecimento da sociedade e do mundo. Porque os seus exemplos de abnegação no cumprimento de importantes missões de soberania, salvamento, apoios humanitários e solidariedade internacional, são o corolário de muitos anos vividos sobre a pressão no cumprimento do dever patriótico e universal, merecem todo o apreço e gratidão da humanidade. Aproveitando a estadia profissional na Alemanha, um pequeno grupo de Combatentes das guerras ultramarinas participou no grande Meeting de veteranos militares paraquedistas realizado pela Associação de Veteranos dos Estados Unidos da Améria, delegação dos aquartelamentos na Alemanha. Vale sempre a pena participar em convívios, onde se recordam bons momentos e recolhem boas energias que permitam viver mais uns anitos com alegria partilhada pelos amigos. 


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sábado, 2 de outubro de 2021

Apologia do Amor em Livro

PERDULÁRIOS DO AMOR


    Quando dou guarida ao raciocínio lógico algo me diz que qualquer coisa está para acontecer na minha vida… porque muitos episódios passaram por mim e a memória os deixa escapar em cada dia que me encontro barricado na recordação dos abrigos do tempo da guerra em África. De repente, surgem as imagens, muitas e claras, que me fazem sentir saudades de alguém com quem partilhei momentos de ternura e também sentimentos de amor. Foram dias e anos de conflitos entre a ternura, o amor, a camaradagem e a guerra. Mas eu sabia que tinha um destino e que a vida não iria ser fácil; por isso nunca desisti de equilibrar os sentidos até ao dia do regresso.


    Eu gostaria de ter vivido uma vida mais recatada, mais próxima das minhas raízes, sem ter que desenterrar as tristezas dos dias amargos passados no meio das matas e das savanas cheirando a guerra que deixou cicatrizes que jamais se escaparão da memória. Para fugir à psicose dos traumas da guerra, onde vi os amigos e companheiros a morrer sem que os pudesse salvar, porque os meios eram escassos e as distâncias dos locais de apoio eram impossíveis de vencer sem aeronaves adequadas, tive que aventurar-me nas viagens sem destino, passando por locais imprevistos. Foi uma forma de escapar à desgraça dos traumas, escapulindo-me para as pistas por onde passavam táxis aéreos pilotados por antigos companheiros da Força Aérea; aí, pacientemente, esperava boleia para qualquer ponto de África! Com a anuência dos comerciantes que contratavam os serviços dos aviões, percorri muitas dezenas de locais da imensa terra africana a sul da linha do Equador. Foram experiências de extraordinárias viagens de aventura e recreio onde aprendi a amar a natureza e as mulheres, respeitando os valores da amizade e da partilha.


    Quantas vezes, nessas viagens de destino incerto, me interroguei se não seria estupidez embarcar no avião sem saber para onde ele ia. Enquanto esperava na solidão das pistas do interior, olhava em todas as direcções e não vislumbrava motivo para aquela apetência de viajar na aventura do desconhecido. Algumas vezes fui enganado! Se pedia para ir a determinado local, porque tinha interesse em fazer reportagem, o piloto dizia que sim senhor, ia para lá… mas só depois de passar por outros locais do seu interesse e, quantas vezes, em sentido oposto à direcção que eu pretendia seguir. Nunca podia levar as coisas muito a sério – aventura é aventura!


    Em determinadas situações, as demoras nos percursos indefinidos comprometiam as reportagens que tinha planeado com vista a colaboração com os jornais “Notícias da Beira” e “Diário de Moçambique”. Foram casos raros, mas aconteceu chegar aos locais dos eventos depois dos mesmos terem terminado; foi o caso duma reportagem sobre um Torneio de Pára-quedismo na Rodésia do Sul (no governo de Iam Smith).


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    Lembro-me de ter sentido saudades das namoradas; isso motivou uma viragem na minha forma de convocar o amor para me aliviar as dores da guerra. Começava a detestar a guerra que já me causava indignação por causa dos interesses estrangeiros nos territórios ultramarinos portugueses; para não afrontar os colonos com essa realidade, apoiei-me nas amizades com ternura. Ou seja, depois dos dias frustrantes e dolorosos passados em missões de combate nas longínquas terras do norte de Moçambique, comecei a aproximar-me mais das moças da Beira, mantendo um namoro saltitante até encontrar uma jovem que não levava o namoro a sério, mas me fascinava pela simplicidade do comportamento e pelos momentos de carinho que me ajudavam a manter o equilíbrio emocional e a mente a funcionar com todos os neurónios; a sorte foi tanta que a própria família me adoptou no seu ambiente de amigos.


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    Há episódios que não sei explicar, mas que criaram um ambiente bastante apelativo às cenas de ternura envergonhada. Em determinados dias da semana, era costume da casa dessa família de “acolhimento” fazer bolos para o fim-de-semana. Pois, sendo eu um químico, participava com sugestões de novas receitas que nem sempre resultavam muito bem. Essas experiências na cozinha criavam um clima sensível aos toques carinhosos que se prolongavam com sensualidade nos rostos envoltos na farinha e no açúcar, ingredientes dos bolos. É por isso que sinto saudades desses tempos que marcaram bem a minha vida e fazem parte das minhas memórias. A simplicidade misturada com muita ternura proporcionava gostosos momentos de amor.


    Estes sinais de vitalidade fazem-me acreditar que a vida vale sempre a pena, mesmo que o destino nem sempre seja direccionado para a fortuna. Que mais posso desejar do que a saúde para saborear os gestos de amor e viver a fantasia dos dias bem vividos.


    Será o destino um flagelo que me acompanha de braços abertos em comunicação com os desprotegidos? Eu perco-me no emaranhado dos rudes problemas, olhando em redor, e nada encontro que alimente o sentimento que sinto por ti.


    Assim vou seguindo o sentido do tempo em que o sol nos contemplava nas terras da Beira - tão ingénuos e castos.


    Lanço minhas preces ao céu que tudo abarca e não sei onde estás. Mas sigo meu sortilégio ao encontro dos sonhos que as noites tropicais nos proporcionaram, os toques das peles ternas e cálidas ficaram como o estigma das sensações que nos refrescaram a alma e fizeram de nós uns simples perdulários do Amor! Tanta luz e tanta ternura que nos fascinou até que perdemos o rasto de nós próprios.


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    Na contemplação destes espaços que a natureza me faculta, tento memorizar as emoções e ascender ao mundo excêntrico dos sonhos prismáticos, onde possa sublimar os desgostos, depurar todas as misérias que a guerra nos traz e absorver a ternura dos olhos das crianças inocentes.


Porque já não estou por aí,


Vivo com o amor que está aqui!


           


Eu duvido que exista o paraíso


e uma mão cheia de ilusões


quando sinto bem o prejuízo


dos que provocam as confusões;


mesmo assim, fui ao paraíso


para ver se lá estavas,


no caminho perdi o juízo


mas tu já lá não moravas.


 


Hoje que o dia me alegra,


filomena de olhos cintilantes,


estejas tu onde estiveres


jamais eu posso esquecer


os tempos que vivemos antes.


 


Servos duma discreta paixão,


sorvendo a frescura do cajueiro


que bem temperava o coração,


com esse teu ar brejeiro


e os sorrisos triunfantes,


atiravas as dores bem distantes.


                Porto, Abril de 1968


POST-SCRIPTUM:


Muitos anos depois, encontrei a “menina” que me ajudou a combater os dias de angústia. Lembrando os tempos desse aconchego, ambos sentimos saudades dos ditosos dias de fazer bolos. Com uma expressão carinhosa, foi dizendo que nunca esqueceu os “miminhos” que lhe proporcionei e os bolos que saíram mal. Que saudades! 


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In Livro: "Apologia do Romântico" - Edições Sentinela-MAC


 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Pingos de Amor em Paris

Paris - CADEADOS DO AMOR!


Na décima passagem por Paris, não pude fugir à curiosidade de saber a razão porque a ponte des Arts de Paris corre sérios riscos de desabar, tal é o peso dos cadeados que os crentes no Amor eterno vão prendendo na estrutura da Ponte. Na verdade, a originalidade de tal crença causa alguma interrogação sobre as reais intenções dos casalinhos que por lá deixam as promessas da sua fidelidade a longo prazo, bem como a reflexão psicológica atenta às causas do amor aí convocado – as autoridades interessadas na segurança de todos, vão lançar uma campanha contra os sonhadores do amor eterno e planearam remover os cadeados que podem causar a derrocada da ponte. 


Creio bem que, aqueles que vão deixar o sinal da sua promessa de Amor, nem se preocupam com a intervenção do tempo nas suas vidas. O que se passa naquela ponte é um incrível retorno ao romantismo entre o rio e a interminável bastidão de monumentos históricos que rodeiam a Ponte, todos eles apadrinhando a intenções dos amantes que acrescentam mais umas gramas de metal à estrutura da Ponte.


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Divergindo deste lugar de emoções e sentimentos tão sensíveis ao mundo actual, temos acesso aos cafés típicos da marginal do rio Sena, onde a deambulação entre Porte Saint-Denis e o tempo das tabernas da promiscuidade permitia caldear os afectos escondidos entre as francesas e os ocupantes alemães. Fazendo uma meditação cultural do chamamento das memórias, podemos perceber os lugares com muitas histórias, boas e más, consoante os tempos e os ocupantes provenientes das invasões, das guerras e das revoluções; tempos de grandeza e humilhação para os franceses de gema. Sem esquecer os dramas por aqui vividos, podemos adivinhar, sem inventar nada, quantos amantes se despedaçaram contra as barricadas dos revoltosos; hoje, com a serenidade no olhar, podemos ver os locais por onde se divertiam e se amavam os carentes de afecto. Nas curvas suaves do rio Sena, posso deixar descansar o olhar e perceber o percurso e a sua relação com o abismo que separa a realidade do sonho.


É primavera e a bruma encobre levemente a Torre Eiffel e parte do Palais Royal. Já vai longe o tempo em que o povo invadiu a cidade e montou barricadas onde, com pistolas, espingardas e paus resistiram até ao derrube da monarquia. Eram os anos decisivos do final do século 18º, em que a tropa fiel ao regime estava a ser batida pela fúria dos oprimidos que repicavam os sinos para chamar mais gente para a zona das Tulherias. Ali não havia distinção entre assalariados e gente letrada, todos se batiam por uma França livre e fraterna. Houve muita luta, muito sangue correu pelas ruas e palácios destruídos pelos canhões e matanças à metralhadora. Mas as tropas do regime bateram em retirada e o povo venceu a monarquia. Como em todas as revoluções, ficam sempre figurões que escapam e acabam por enganar as boas intenções do povo. Apesar das grandes mudanças sociais, culturais e humanistas, até que fosse aplicado o sistema da fraternidade, igualdade e justiça, houve muita escaramuça, guerras e revoluções. Paris mantém o carisma dos românticos imortais, enquanto se cultivam os enigmas do Amor.


Paris, Junho de 2012


                                                                                                       Joaquim Coelho


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AMOR CONFIRMADO


O amor quando é Amor
Não pede licença a ninguém,
Manifesta-se sem temor
Porque é um amor de bem.


Proibir o amor é um pecado
Que maltrata dois corações,
Quando é amor confirmado
Não teme o escárnio dos vilões.


Se o amor tem dois sentidos
É resistente como os diamantes,
E não pode ser amor proibido
Quando dois seres são amantes.


A altivez do singelo amor
É uma corrente indomável,
Arrasta tudo em seu redor
Como um electrão imparável.


É proibido proibir o amor
Em toda a sua dimensão,
A liberdade de amar tem valor
E é dos humanos condição.


Amai-vos uns aos outros…
tendes a minha permissão.


                                                                                      Joaquim Coelho


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   VIVA O AMOR


Antes que matem o amor…
deixai viver os bons amantes
na inevitabilidade da vida…
sem fórmulas e sem angústias
castradoras dos gestos fascinantes.


É preciso acabar com o silêncio
que se abate sobre os solitários,
deixai frutificar os lampejos
do amor lembrança sentida
mesmo que chova no vazio
da alma que se eleva sonhadora
até ao encontro dos pássaros
na sementeira encantadora.


Antes que matem o amor…
alimentai o que ainda resta
dos laços quebrados à pressa,
preenchei o vazio do silêncio…
aconselhai-vos à luz das estrelas
que se movem no caminho…
imitai os pássaros da primavera
na elaboração do seu ninho!


Há sempre um tempo à espera
que a vida se afirme em segredo
na grandeza do fogo da paixão,
sem filosofias e sem medo,
aproveitai os sinais do coração
para construir a passagem
do amor crescente em cada dia
enquanto respirais esta aragem.


       Joaquim Coelho


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Apologia do Romântico

 Apologia do Romântico:


O livro "Apologia do Romântico"  é a expressão da poesia fundamentada nos momentos românticos com que a vida nos conforta. Os meus versos são a expressão das coisas que amo, da vida dolorosa dos combatentes, do mundo em que eu amo imenso. Pode ser um amontoado de palavras, mas é o eco da vida em tons graves, em alegre paródia ou em deleitosos enlevos que fazem parte de mim e que tento conservar como prolongamento dos meus dias.


Assim, na poesia, voa o meu pensamento tocado pela sensibilidade que me emociona e impõe alguma arte de transmitir as imagens de esperança, para retocar as memórias.


O rosto é um poema em formação… e a voz um sussurro delicioso que tento descodificar nos olhos cor de medronho!


Com o passar dos anos, sinto vontade de desafiar as confrangedoras regras do mundo e gritar bem alto contra toda a forma de opressão e limitação da liberdade, afrontando tudo o que nos possa fazer infelizes. Os meus versos  e textos tocam situações e realidade em vários cenários da vida em movimento. Este livro tem narrativas de namorados em germinação do amor partilhado com devoção e dedicação.


Com serenidade e a humildade de saber entender os outros, soube cultivar uma forma de comportamento perante as mulheres, que resultou nas mais diversas maneiras de viver com harmonia o amor que brotava naturalmente dos nossos corações. Em todas as condições dos relacionamentos, na amizade com pinceladas lúbricas, como na entreajuda para resolução de problemas emocionais ou, mesmo, de saúde, a lealdade dos propósitos e a partilha mereceram o respeito e consideração que, em muitos casos, perdurou ao longo dos tempos. Em nenhum dos relacionamentos terminamos zangados!  


Num mundo dominado pela exclusão dos bons princípios e dos valores universais da convivência pacífica, é conveniente procurar formas de viver em conformidade com a nossa consciência, preservando o que de melhor nos convém. Os desafios são imensos… mas vale a pena, antes que entremos numa espécie de alienação colectiva, com graves prejuízos para a saúde. Quando vem à memória a trágica condição da guerra, as lembranças estão vivas e as imagens são reais. Naqueles tempos de Angola e Moçambique, encontrei boas pessoas, com desempenho e sentimento, com as quais convivi agradavelmente, sempre com elevado sentido de camaradagem e companheirismo.


Clik na Imagem para ver:


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Encontrei algumas mulheres… sensuais e atrevidas, que me animaram nos dias de tédio e fazem parte do meu percurso de vida com sonhos de liberdade, entre amor e aventura. Delas ficaram os momentos de desprendimento nas coisas boas da vida. Muitas verdades escondidas por transgredirem os costumes coloniais, por estarmos em tempo de guerra e podermos ser traídos pelos sabores do prazer nas camas clandestinas.


Daqueles tempos com largos horizontes, muita energia e desejo de aventura, restam as boas recordações, muitas lágrimas e suor, muitas vidas destroçadas, muitos cadáveres por resgatar, muitas lutas e a embriaguez do cumprimento do dever. Ajudei a colmatar insuficiências logísticas, a sarar muitas feridas emocionais, confortei muitos camaradas de armas, promovi aulas de formação académica, ajustei as ilusões à realidade dos mais eufóricos; tive prazenteiros amores, a servir de musas ardentes a espevitar a inspiração na criatividade poética; escrevi páginas de diários onde descarreguei as minhas dores, em forma de desabafo tenso.


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De todos os meus tempos de vida, não tenho saudades porque vivi com intensidade as emoções que o tempo permitia desfrutar sem reservas ou temores. Apenas sinto alguma nostalgia dos momentos de Luanda e dos afagos das namoradas que comigo deambularam em círculos visionários de gozo. De tudo isso ficaram os meus versos escritos com sentida resignação da vida limitada pelas contingências da condição de um combatente desnaturado pelas incertezas em tempo de guerra. Parte desses arrepios deram origem aos escritos agora publicados em livro. Este livro que vos deixo, com exemplos práticos de entreajuda e partilha de momentos decisivos para a recuperação de estados depressivos latentes, resolvidos ou atenuados com a natural empatia entre pessoas com necessidade de manter a esperança e viver.


Fica como um recado para bem viverem as vossas vidas.


                                                                 Joaquim Coelho


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domingo, 26 de setembro de 2021

A Vida é um Caminho

MOMENTOS DA VIDA


Durante os últimos doze meses, ajudámo-nos e aprendemos muita coisa um com o outro. Porque somos pessoas de bom carácter, tentamos melhorar o nosso estado de saúde em geral e estabilizar as emoções, cultivando defesas que nos permitam estar mais bem preparados para os relacionamentos com pessoas cujos comportamentos e compromissos mereçam confiança para uma possível vida comum. Este será o patamar que toda a pessoa de bem deseja atingir harmoniosamente, onde poderá partilhar os melhores momentos da vida e a felicidade merecida. Porque és sensível e vulnerável, é com afinco que tenho sido mais do que o “pronto-socorro” para te ajudar e proteger!


A sintonia de opiniões, interesses e modo de estar levou-me a assumir a “missão” com singular disponibilidade na convicção de que ambos precisávamos atingir tal patamar e estabilidade de vida. Para alem dos meus conhecimentos, procurei outras fontes de sabedoria para te ajudar em todas as vertentes consideradas razoáveis, tais como profissionais, aquisição de mais sabedoria, o bem-estar e conforto, resolução de questões complexas, especialmente no campo da saúde. Lamentavelmente, nem sempre tens aproveitado as oportunidades que te vou proporcionando para equilibrares a vida como bem mereceis. E, Amigos com tais capacidades e disponíveis para ajudar com tal saber e empenho raramente aparecem!  


Estou para aqui a divagar em questões por demais faladas… mas que devem merecer ponderação (Basta voltares a ler “ACTUALIDADE” de 13-03-2012). Tenho a minha razão! Trata-se da implementação de um plano integrado com consistência e viabilidade, conscientemente assumido por ambos, para ter mais eficácia e resultados positivos. Apesar de alguns interregnos, as melhorias são notáveis. Pena é que as quebras de ritmo de tratamentos atrasem a recuperação necessária e desejável. Sinto desconforto em verificar uma certa desvalorização da dedicação, empenho, trabalho e esforço com que me dedico à “missão” em que estamos envolvidos. Daí que ainda estejamos longe da estabilidade profissional, emocional e outros factores importantes para a vida. Depois de me dedicar à resolução de problemas e ajudar a criar condições para uma vida mais saudável, vejo que as regras básicas duma parceria com elevado grau de amizade nem sempre são correspondidas, o que denota falta de respeito e quebra de confiança, quando os tempos difíceis que nos estão a atingir aconselham a solidariedade e a ajuda mútua, com proximidade permanente.


Para quem tanto tem contribuído para o teu bem-estar, ao contrário do que possas pensar, a colaboração “especial” até ajudaria a libertar-te para sentires mais confiança e mais auto-estima, sem melindrares a tua personalidade ou dignidade.


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Tens suficientes provas de que o sucesso tem como premissas a ponderação, a sabedoria, os apoios e a persistência na acção. Não fora a insistência, a “teimosia” e muita paciência estarias longe de saber o que te perturba e sem conseguires tratamentos adequados. Situações negativas, como a ida ao Homeopata sem termos uma conversa prévia prejudica a confiança no tratamento que temos seguido. Tenho dificuldade em perceber porque te falta tempo para os tratamentos continuados e para os documentos da contabilidade; além disso, penso que ambos precisamos de disponibilidade de tempo para passeios de descontracção e reposição de energias e relaxamento. Será que sou estúpido? Porque o problema que parece afectar a tua sensibilidade, o teu humor, bem-estar e segurança perdurará para além dos teus 50 anos, necessitarás de ser motivada, incentivada, ajudada e acompanhada para não entrares em mais estados depressivos e desânimo; pois, a vida aos altos e baixos perturba e conduz a situações imprevisíveis com que terás de lidar com serenidade e esforço, valendo a tua garra e o teu sorriso para sobrevires. Sei que precisas de descanso e tranquilidade; mas não deves dormir mais do que o normal (8 horas diárias), nem desleixar a recuperação fazendo exercícios simples (que te quero ensinar) e enfrentar os problemas com calma e sabedoria, sem os adiar constantemente. Todo o tratamento terá custos e ocupará tempo, mas vale a pena melhorar, sem dramas e com elevado espírito de sacrifício. Não quero ver-te em sofrimento e esforçada! Daí o meu empenho em ajudar. Não te deixes “afundar” na escuridão onde perdes o rumo do caminho. Estarei sempre disponível para ser o “pronto-socorro”, desde que confies e me confortes com o teu sorriso luminoso.


Um caso bem marcante é o da Ascendi: se não fosse eu assumir exclusivamente o problema e resolver, talvez passasses incómodos complicados, com elevados prejuízos. Então é caso para lembrar que sempre que saltas por cima da realidade percebes que tens uma “vida de merda”, que não conseguirás avançar sem ponderação e persistência para melhorares a tua condição de mulher mãe/trabalhadora, sem que alguém com generosa capacidade te apoie e anime. A tua vida pode ser normal e com mais qualidade, mas precisas ser assertiva e constante sem entrares em pranto ou desânimo.


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No contexto das tuas amizades, deves aproveitar o que te for interessante e útil. Mas será que pessoas com vidas instáveis e complicadas podem ajudar na resolução de problemas alheios?


Há! Quando vir que estás no bom caminho da recuperação, acompanhada por quem te possa ajudar e confortar com o merecido afecto, bem sucedida e amparada, sentir-me-ei contente ao encerrar este capítulo da nossa vida com respeito e dignidade, seguindo os caminhos que, conscientemente, cada um escolher, nunca esquecendo que tivemos bons momentos e que a amizade vale sempre a pena.


Como dizia o Sábio: “Na vida, cada curva é uma incerteza. No mundo, cada Amigo é um tesouro.”      17-05-2012


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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Dia da Gratidão

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Coragem


O mundo precisa de mais gente com coragem para mudar, gente louca que avance contra as injustiças sem olhar aos juízes que nos julgam com o sentimento farisaico dos deuses endeusados à servidão dos poderosos e do vil dinheiro. Precisamos urgentemente de gente corajosa, gente que se desprenda do sofá e venha para a rua protestar contra os vilões que nos atrapalham a vida e corrompem os dias de esperança. Segue o teu caminho como sendo construído por ti, busca a felicidade dentro de ti próprio para a poderes partilhar plenamente…


Joaquim Coelho 


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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Madrinhas de Guerra

Texto revisitado em 2007




 




Por entendermos tratar de um assunto pouco divulgado, aqui fica um retalho da Memória do antigo combatente Furriel Miliciano Henrique Manuel Durão, que prestou serviço em Angola de Julho de 1973 a Outubro de 1975, na 2ª companhia do Batalhão de Caçadores 5017.


Madrinhas de Guerra

 

         Para falar de madrinhas de guerra será necessário eu recuar às minhas recordações dos anos 70 em que tomei contacto assumido com a realidade do mundo português, típico do estado novo, e apoiado pelo então MNF Movimento Nacional Feminino.

         Hoje ocorreu-me falar deste assunto com o distanciamento necessário de quem já lembra o passado com vontade de deixar algumas das suas memórias às gerações seguintes.

         Experiência do tempo em que cumpri o meu serviço militar, parte na metrópole, parte na então província ultramarina de Angola, e, embora não tivesse tido efectivamente o que se poderia chamar na época de madrinha de guerra, convivi bem de perto com essa realidade de ajuda psicológica aos nossos jovens que lutavam em Africa.

         Tive durante a comissão no ultramar um enorme apoio familiar e sobretudo uma grande cumplicidade com uma namorada que me aguardava serenamente em Lisboa trocando comigo muitas palavras de encorajamento e confiança num regresso libertador onde tudo acabaria em paz e amor.

         Embora, como acabo de afirmar, não tenha tido uma madrinha de guerra na acepção do termo (tal como era entendido na altura) mas posso dizer com toda a propriedade que sei bem do que falo pois fui enumeras vezes o leitor de variados aerogramas e cartas para os soldados da minha Compª transmitindo a eles toda a emoção contida nessa escrita de apoio ao militar.

         Fruto da grande carência, em termos de habilitações escolares, por parte dos nossos soldados, bastantes missivas eram assim lidas pelos graduados, onde me enquadrava, sendo confidentes e responsáveis pelas respostas apaixonadas às garotas da terra que porventura iriam ser as suas futuras namoradas e muitas vezes e em muitos casos as futuras esposas.

         Umas quantas linhas devoradas rapidamente assim que era distribuído o correio, tinham efeito “ecstasy” e serviam de muleta para ultrapassar a saudade proporcional à distância.

         Madrinhas de Guerra, raparigas apoiantes do regime, ou simplesmente moças de sonhos cor-de-rosa? Tinham a consciência de que se movimentavam no país onde as estatísticas afirmavam haver 7,5 mulheres para cada homem?

         Madrinhas de Guerra, instrumento da maquina de propaganda numa missão de retaguarda, ou mulheres construtoras de ilusões?

         Madrinhas de Guerra, nacionalidade portuguesa, maiores de 21 anos, moral idónea, espírito patriótico, coragem, capacidade de sacrifício, confiança na vitória e capacidade de transmissão dessa ideia.

         O que ficou para a história?

         Quem viveu essa época e esteve de um dos lados onde se fazia da saudade dos entes queridos, uma ajuda para passar o tempo, que decorria invariavelmente sem mudanças, deu valor ao contributo das Madrinhas de Guerra.

         Hoje lembradas em tom de pieguice saudosista por uns, e como recordação gratificante da juventude por outros, onde o amor despontava em cada letra caprichada nos celebres “bate-estradas”.

         Evidentemente que para a difusão do estatuto de Madrinhas de Guerra, no meu conceito, é necessário primeiro que tudo haver uma guerra a decorrer, e agora o nosso país não está em guerra declarada, contudo, Madrinhas (de acompanhamento psicológico) teem sempre lugar se quisermos participar e ajudar a todos aqueles que estão longe da pátria e com o coração em Portugal.

         Madrinha de Guerra uma figura de destaque em qualquer lugar e em qualquer época pois realça a condição humana da mulher enquanto companheira do homem e como complemento do seu equilíbrio de vida.

         Politicamente discutível ou não o meu bem-haja para todas quantos foram MADRINHAS de GUERRA durante o conflito do Ultramar.

 

Henrique Durão

Setembro 2007

 

 


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A Pandemia contra a Constituição

Pandemia sem direitos


Joaquim Coelho no Facebook


5 de agosto 2020 - às 18:53 · 


Caros Amigos, à sombra da pandemia em declíneo, estamos a ser esbulhados dos nossos direitos básicos. Não há consultas médicas nos Centros de Saúde... não há atendimento nos balcões da Segurança Social nem nas Finanças (telefone e marque... mas ninguém atende)... não há informações nas Lojas do Cidadão! Mas que é isto? Até onde nos querem reféns do Covid-19, quando já morreram mais de 12 mil pessoas por falta de tratamento e cirurgias urgentes. Amigos nos Hospitais dizem que nunca houve tantas camas vagas... reservadas para doentes COVID, em que mais de 80% diagnosticados vão para casa e são quase abandonados à sua sorte! Estamos perante um criminoso atendado aos nossos direitos constitucionais! Serviço de Saúde em perda de qualidade.


Lamentavelmente, dezenas de Amigos e familiares me pedem para enviar mails aos "médicos de família" e "centros de saúde" para enviarem o receituário por mensagem, para doenças que não são conbtroladas há mais de oito meses, porque não são consultados pelos respectivos médicos... onde está o brio e o sentido de responsabilidade destes médicos? Será isto sensato e compatível com o Serviço Nacional de Saúde?


https://www.facebook.com/410493056021970/videos/214556349962316


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Código do Processo Civil - ALTERAÇÕES

 


Código de Processo Civil


                        Você já conhece as mudanças no código de processo civil? Descubra agora o que muda. Além de retirar litígios de heranças e partilhas dos tribunais, o processo nos notários será mais rápido.


 


A reforma do processo de inventário vai obrigar a mexidas no Código de Processo Civil, porque estas ações passam para outra legislação. Além de retirar os litígios de heranças e partilhas dos tribunais, o processo nos notários será agilizado. Conheça algumas das mudanças e aplicações do regime. Encontre as dicas publicadas pelo Diário Económico.


 


1 – A que litígios se aplica o inventário?


Aos conflitos sobre partilha de bens entre cônjuges quando se divorciam (a maioria diz respeito ao crédito à habitação) e à distribuição de bens numa herança (inventário de todos os bens e definição dos herdeiros). Os notários já têm competência nos casos em que não há litígio, passam a ter também quando as partes não se entendem.


 


 2 – Mas o juiz sai do processo?


Sim, regra geral. A tramitação passa a correr nos notários, embora haja a possibilidade de ser recorrer a um juiz quando matéria de direito ou de facto mais complexa tenha que ser resolvida num tribunal. O processo no notário suspende-se e fica a aguardar decisão. O Governo de Sócrates propunha que os notários conduzissem o processo, mas que o juiz mantivesse o poder de homologar o acordo final. A proposta de Paula Teixeira da Cruz deixa cair este poder.


 


3 – O notário ganha poderes de decisão?


Sim, em determinadas matérias que agora cabem ao juiz. Decide o pagamento de dívidas e tem competência sobre todos os actos de tramitação. Fará citações, notificações e realiza, por exemplo, a conferências entre as partes e o acordo final, quando há maioria de dois terços dos titulares do direito à herança.


 


 4 – Como se escolhe o cartório notarial?


Esta é uma das opções que está a levantar mais polémica. A proposta do Governo refere que é o requerente que escolhe o cartório. Os juízes avisam que pode estar em causa o princípio da imparcialidade e lembram que os cartórios são hoje de gestão privada.


 


5 – Quais são os poderes do ministério público?


Ficam bastante reduzidos. Mantém apenas poderes para “ordenar as diligências necessárias para assegurar os direitos e interesses da Fazenda Pública (Estado). Deixam, assim, de representar os incapazes e ausentes (mesmo que existam no processo) e deixam de ter legitimidade para instaurar um inventário. Os incapazes passam a ser representantes por quem exerce o poder paternal. Opção criticada pelo MP.


 


Fonte: Económico




 



 

ESTEJAMOS ATENTOS ÀS MUDANÇAS!


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REFORMAS-Condições para ser reformado

 


 


REFORMA ANTECIPADA 2013


O Executivo vai manter as reformas antecipadas para os trabalhadores da Função Pública com vínculos anteriores a 2006, noticia esta quinta-feira o Público. A suspensão decretada pelo Governo para os setores público e privado deixa assim de fora a grande maioria dos profissionais do Estado. Segundo o jornal, a exceção prende-se com o fato de sair mais barato pagar as pensões do que os salários e ajuda a cumprir a redução do número de funcionários imposta pela troika.


“A medida aplicada aos beneficiários do regime geral da Segurança Social assenta, sobretudo, em razões de ordem orçamental. A aplicação de idêntica medida para os subscritores da Caixa Geral de Aposentações não alcançaria o mesmo efeito em termos orçamentais, uma vez que o Estado substituiria salários por pensões. Sendo que estas últimas são inferiores aos primeiros, do ponto de vista orçamental são retiradas vantagens com as aposentações antecipadas no Estado”, explicou o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, em declarações ao Público.

Segundo o jornal, no ano passado foram 10.622 os funcionários do Estado que solicitaram a reforma antecipada, um número que representa 45 por cento do total de novas pensões concedidas em 2011 e um aumento de 16 por cento face a 2010. E que é também o valor mais elevado desde 2002.

Os cortes salariais e o congelamento das progressões nas carreiras na Função Pública terão sido o principal motivo para esta corrida às reformas antecipadas.

Para 2012, o número de reformas antecipadas previsto pela Caixa Geral de Aposentações ainda não é conhecido.

Estimativas do Governo, citadas pelo diário, revelam que no final de 2012 “37.900 trabalhadores que descontam para o regime de Segurança Social poderiam pedir a antecipação da reforma e em 2013 esse número chegaria aos 45.900”.

Já na Função Pública “4000 trabalhadores (menos de um por cento do total) admitidos após 1 de janeiro de 2006 e que descontam para a Segurança Social reuniam as condições necessárias para pedir a antecipação”.

Recorde-se que o Conselho de Ministros aprovou, a 29 de março, a “suspensão imediata” das reformas antecipadas, uma medida que foi publicada em Diário da República a 5 de abril e que entrou em vigor no dia seguinte (Sexta-feira Santa).
Medida imposta pela troika
A redução do número de funcionários públicos em dois por cento até 2013 é uma das medidas impostas pelo programa de ajustamento financeiro assinado pelo Estado com a troika.

Além da aposentação antecipada, há outras formas de o Governo cumprir o acordo assinado com as instituições internacionais. Uma delas é a possibilidade das rescisões amigáveis. Uma medida prevista na lei desde 2008, que nunca foi regulamentada e que faz parte do programa do atual Governo.

“O objetivo passa por estimular os mecanismos de mobilidade dentro da Administração Pública, tendo em vista prevenir situações que possam ir nesse sentido”, rematou Hélder Rosalino.


Quem pode pedir reforma antecipada.


Apesar da suspensão do direito à reforma antecipada até 2014 (enquanto estiver em vigência o programa de assistência financeira a Portugal) anunciada pelo governo em abril de 2012, há casos em que o contribuinte (excetuando os funcionários públicos) pode ainda recorrer ao regime de flexibilização.


Tenha também em atenção as alterações à idade da reforma em Portugal.


Acesso Segurança Social:


https://app.seg-social.pt/sso/login?service=https%3A%2F%2Fapp.seg-social.pt%2Fptss%2Fcaslogin


 


Podem Pedir Reforma Antecipada:



  • Quem estiver abrangido pelo sistema de segurança social (exclui os funcionários públicos);

  • Os desempregados (involuntários) de longa duração;

  • Os contribuintes que apresentaram o pedido de pensão de velhice antecipada até ao dia 5 de abril de 2012.


Certas profissões, por serem consideradas de natureza penosa ou desgastante (por exemplo: mineiros, trabalhadores marítimos, profissionais de pesca, controladores de tráfego aéreo, bailarinos, trabalhadores portuários, bordadeiras da Madeira e trabalhadores aduaneiros, têm condições diferentes para acesso à reforma. Estes profissionais podem requerer a reforma antecipada, nas condições específicas de idade e de carreira contributiva estabelecidas para cada atividade, mas têm de ter descontado durante 15 anos (seguidos ou não) para a Segurança Social ou outro sistema de proteção social que assegure uma pensão de velhice.


Reforma antecipada a partir dos 55 anos, com 30 de descontos até aos 55 anos



  • Por cada mês de antecipação até aos 65 anos, tem uma redução de 0,5% no valor da pensão. (Nota: Ao perfazer os 65 anos de idade, o valor da pensão não sofrerá qualquer alteração por esse facto).

  • Por cada 3 anos de descontos acima dos 30, tem direito a tirar 12 meses ao número de meses de antecipação. (Exemplo: reforma aos 55 e tem 39 anos de descontos: como tem 9 anos (3x3 anos) acima dos 30, tem direito a tirar 3 x 12 meses (=36) ao número de meses de antecipação. Meses de antecipação = 120 (10 anos) / 120-36=84 / 84 x 0,5%= 42%. Neste caso vai ter uma redução de 42% no valor da pensão, em vez de 60%).


Reforma antecipada para quem tem mais de 30 anos de descontos aos 55 anos de idade


Neste exemplo, para que o beneficiário se possa reformar sem redução apenas poderá aceder à pensão quando completar os 62 anos de idade.


Reforma antecipada por desemprego de longa duração



  • A redução do valor da pensão depende da data em que é pedido o subsídio de desemprego, da idade e dos anos de descontos.


Que rendimentos posso acumular com a reforma?



  • Rendimentos de trabalho, exceto nos casos em que a reforma resulta de uma pensão de invalidez absoluta;

  • Complemento solidário para idosos;

  • Complemento por dependência;

  • Complemento de pensão por cônjuge a cargo;

  • Os beneficiários que se tiverem reformado como trabalhadores por conta de outrem, durante os primeiros três anos não podem trabalhar, por conta de outrem, para a mesma empresa ou grupo empresarial onde trabalhavam antes de se reformarem;

  • Os beneficiários que se tiverem reformado como trabalhadores por conta de outrem e passarem a trabalhar como trabalhadores independentes não podem prestar serviços, pelo período de 3 anos, à empresa donde se reformaram ou do mesmo grupo empresarial.

  • Trabalhadores por conta de outrem (a contrato)

  • Membros de Órgãos Estatutários (MOE’s) de pessoas coletivas (diretores, gerentes e administradores)

  • Trabalhadores independentes (a recibo verde)
    Beneficiários do Seguro Social Voluntário.

  • Quando faltarem 3 meses ou menos para a data em que quer começar a receber a pensão. A resposta é obtida no prazo de 50 dias.


Quem tem direito à pensão de velhice?


Quando posso pedir a reforma antecipada?


O Governo decretou o congelamento das reformas antecipadas até 2014, ano em que termina o programa de ajuda financeira a Portugal. Outras medidas que o Governo pretende implementar é o aumento da idade da reforma dos 65 para os 67 anos e da idade da reforma antecipada dos 55 para os 57 anos, assim como a imposição de um teto máximo no valor das reformas.


 


... Ponderar as várias situações.