terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Dia dos Namorados em Memória

 

Caminhando ou voando como as andorinhas…

   A serenidade e o respeito são as bases para despertar a admiração ou interesse de pessoas em encontros casuísticos e espontâneos, em qualquer lugar e circunstâncias.

   A tendência para o enamoramento ousado e franco acontecia nas escolas, nas romarias, nos ranchos folclóricos, nos bailes festivos, nas viagens, nos festivais desportivos, nos cinemas. Tudo passava por um olhar atento, um sorriso, umas palavras melodiosas e intensas, um papelinho escrito, um toque atrevido e quando havia afinidade… uma promessa de beijos doces. Foi neste registo que sempre me contentei com o essencial, deixando que tudo acontecesse naturalmente e aprendi que a ambição desmedida pode prejudicar as naturais oportunidades de sermos felizes.

   A obrigação do serviço militar ilibou-me de compromissos sérios, embora os relacionamentos tivessem sempre uma boa dose de respeito, cortesia e afinidade sincera, que se interromperam com desgosto. A ida para a guerra em Angola causou uma mudança drástica de responsabilidades e perigos; em conversa dolorosa com a namorada, descartei a continuação do compromisso para não deixar ninguém à espera do meu  regresso ou não da guerra!

   Nos namoricos anteriores, tive algumas desilusões e aprendi a apreciar com serenidade os comportamentos indecifráveis da juventude. Os primeiros lamentos surgiram por causas externas e mudanças de região, como partida para a emigração ou o Brasil; outros por incumprimento das regras, deslealdade ou comportamentos desviantes, mais evidentes em algumas miúdas de Luanda. Nunca fiquei refém de nada nem faltei à verdade. Parte das minhas namoradas continuam minhas amigas; quando a vida nos aproximou, em circunstâncias apropriadas, retomamos as relações antigas. Cada um com suas vidas, convivemos sem sinais de desagravo ou repulsa, mas com cortesia e respeito.  

    Em homenagem a todos os casais que continuam a privilegiar os dons do namoro, publico algumas memórias com sentido de partilha dos momentos de grande felicidade, os quais fermentaram os condimentos especiais para fortalecer laços de amizade com a profundidade dos amores eternos. O enamoramento permanente é um poderoso elixir da felicidade e faz fluir o que de melhor pode ter o ser humano. O facto de mantermos acesa a chama do amor, evitamos doenças e o desgaste prematuro dos corpos. Os relatos que se seguem podem causar perplexidade pela forma desprendida, ou até leviana, como trato as questões dos relacionamentos, mas demonstram a experiência de vida em movimento concentrado nos valores do respeito e da interpelação amistosa e prestativa em função das oportunidades casuais.  

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CARTAS – Imagem Maravilhosa

    A distância é uma barreira que se opõe ao nosso olhar, mas recordo a magia absorvente do teu corpo e os teus olhos sorrindo ternamente com lampejos de ternura que me animam e ajudam a suportar as adversidades desta guerra. És a imagem maravilhosa, tão límpida e fresca, fixada no meu cérebro para ajudar a combater o meu desalento até à renovação do encontro que teremos um dia... que não será tarde. Isso, meu amor, é um ingrediente que estimula o desejo de puder estar sempre a teu lado; é um gosto como uma embriagues que se apodera de mim, sentimento que enaltece os ditames do destino enobrecendo as emoções que me iluminam o espírito nas horas mais tristes.

   O tempo que alonga esta ausência de nós, pode encurtar o meu grito mas prolonga esta nuvem invisível que torna opacos os nossos olhares, enquanto a magia absorvente do teu corpo me faz acreditar que não há barreiras que travem a expansão do nosso amor. Olhando o céu azul, vejo na transparência da claridade alguns lampejos de ternura que fazem vibrar meu coração e fortificar esta razão de ser feliz. Isto também ajuda a estimular o desejo de terminar este desassossego em que vivo, regressar aos teus carinhos que contagiaram a minha imaginação, de tal modo que os ingredientes harmonizam as emoções que fazem enfrentar as adversidades até encontrar a luz que alumia o nosso destino.

   Também espero que este esforço que vou fazendo na divulgação das palavras certas para combater as injustiças e os atropelas à verdade, mereça a condição de fazer pensar positivamente muitos compatriotas que vivem estes infortúnios na mesma dimensão que me tocam. Pelo menos que ajudem a combater a obscuridade que empobrece a humanidade. Espero ser compreendido com inteligência e sem conotações fanáticas contra as maldades dos adversários. Procura seguir sempre dentro dos parâmetros da razão e da justiça. 

   O mundo está em acelerada transformação e desliza perigosamente para o confronto. Vejo as pessoas cada vez mais egoístas e desumanas, espalhando a maldade e perversidade que vai minando os raciocínios menos prevenidos, levando à perda da delicadeza e da sensibilidade. Assim as ideias perdem força e as inteligências são incapazes de raciocinarem com pensamentos positivos e dignos de acções benéficas para o bem comum.

   Ando em contramão nesta  guerra que me atormenta e causa desalento. Nada é certo em cada saída para o norte, zona de guerra onde o perigo espreita em cada momento; depois de um ano de guerra, começamos a descrer da nossa razão. Sem alarido e sem desgosto, acredita que um dia posso não voltar... mas saberás que foste o meu amparo nos dias difíceis de desânimo e este amor esvoaça sem se perder. Um dia terei com mais alegria os teus carinhos para nos animar o futuro.

Luanda, Março de 1962

Joaquim Coelho

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      ADOLESCENTES

 

Era linda aquela tarde

em que o sol espreitava

por entre as nuvens soltas

como o teu cabelo ondulante

a rabiscar teu rosto airoso

no arraial de santo António,

os foguetes estoiravam no ar

tal como a nossa juventude

esplendor do tempo p’ra amar

estavas envolta na blusa bege

que te cobria os finos ombros

e eu olhei-te… sem rodeios

pus a mão nos laços verdes

que desciam até aos seios.

 

Deixaste sair um sorriso

tão aberto e desprendido…

ansioso, perdi o juízo

ao controlar os movimentos

das mais próximas amigas;

com o olhar esboçavas

curiosidade na minha acção,

mas não quero que me digas

se era a mim que procuravas

um lugar dentro do coração.

 

Discreto, segui teus passos

porque estava no meu dia

sem exílios do coração

e por estares ali presente

na tarde da minha solidão;

 

Eu nunca tinha imaginado

viver os mesmos sonhos

em momento apaixonado

com amor chegando aos pares;

naquela tarde percebemos

o que é a invasão dos corpos

na ternura dos olhares…

envoltos na fantasia da noite

ficamos embriagados de amor

e descobrimos a sensualidade

estimulando com fervor

os sinais vivos da felicidade.

S. Vicente, 17 de Junho de 1956

Joaquim Coelho

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    5 - Clandestino para o Brasil!

    Foi na cidade do Porto que tive relacionamentos de amizade e luxúria com as mulheres que conheci nas festas da cidade, nos hotéis e nas escolas. Os namoros nunca foram arrebatadores, salvo com uma jovem brasileira que veio conhecer os avôs de Sanfins do Douro, permanecendo, com os pais e um irmão mais novo, entre o Porto e as terras do Douro, durante dois meses. Acontece que, dois meses antes da sua chegada ao Grande Hotel do Porto, tive oportunidade de ir para o Brasil jogar hoquei em patins, com a equipa do Vasco da Gama do Rio de Janeiro; mas não tive a necessária autorização do meu pai.

    A Rosa Maria era um encanto de menina da minha idade que, ao fim da tarde, parava pelo segundo andar do hotel a ver as empregadas da camisaria Confiança na arte de confecção. Sempre que tinha vaga no meu trabalho de ascensorista, ia falar com ela, numa perspectiva de namoro. Ela falou com a família e deu conta da minha intenção de jogar hóquei em patins no Brasil. Fui bem aceite e levaram-me a Sanfins do Douro, para conhecer a restante família dos Bolonhas. Quando se aproximava o dia do seu embarque para o Brasil, falei ao meu pai, mas ele não autorizava que eu fosse. Com apoio da Rosa Maria e de um dos seus empregados, preparamos o meu embarque “clandestino” no paquete que partia de Leixões. Enchi uma mala com alguns pertences e utensílios de higiene, escrevi num papel, que afixei na porta do meu roupeiro do hotel, “parto clandestinamente para o Brasil. Rosa Maria no coração”.

    Entrei no paquete pelas dez da manhã, protegido pela Ana Maria e pelos seus empregados, instalando-me nos seus aposentos. Ao princípio da noite, saímos para um dos varandins para ver o mar, sabendo que o paquete saia de madrugada. Pouco mais de uma hora passamos ali - chegou a polícia para me prender! Abraçados e chorosos, os pais da Ana Maria ficaram espantados com a nossa aventura. Acabou ali o sonho do Brasil.

Joaquim Coelho

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    Chegado ao hotel, sofri a chacota dos meus colegas de trabalho, por ter escrito o papel que me traiu! Recuperei desta ingénua desilusão… dedicando-me mais aos estudos de línguas e turismo, com vista a ser Guia-turístico internacional, que muito me fascinava.

 

  VIAJANTES DO AMOR

 

Viajei nas asas do sonho

com o fascínio do enlevo

em terras imaginadas

na lonjura dos afectos

sem horas programadas

para os desejos directos.

 

Praias lindas… um amor

que desponta indeciso…

a menina é um primor

a contornar o meu juízo

natureza viajante

dentro dos neurónios

arquitectando uma cabana

onde se confortam os corpos

carentes toda a semana.

 

Horizontes de terra e mar

praias lindas e caminhos…

sonhos que o acaso criou

na cabana à beira-mar

amor e muitos carinhos

que o tempo fustigou

a vontade de quem ama

no torvelinho da vida

esperança consentida

deitada na mesma cama.

 

          Porto, Setembro de 1957

Joaquim Coelho

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6 – Abandonos Dolorosos

    Depois do curso de Turismo em Londres, fui admitido no SNI e entrei nas actividades de guia-turístico com muita devoção. Era um trabalho empolgante, com bom relacionamento e abundantes situações de visões oníricas. As excursões de francesas dos correios ou das empresas públicas tinham o condão de trazer jovens modernas, com mais sensualidade do que a nossa sociedade. Não namorava mas divertia-me com as moças nos bailes e paródias nos clubes e festas nos Fenianos, Ateneu Comercial, nas Fontainhas, Monte Aventino, Desportivo de Portugal e outros na cidade do Porto.

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    Como o salário do meu trabalho no turismo era modesto, aceitei a sugestão da Dona Ema, virtuosa madrinha do Rancho Folclórico onde eu dançava, para ir trabalhar nos laboratórios da Fábrica Oliveira Sá, propriedade do marido Senhor Eduardo Sá. Para uma melhor prestação no trabalho, entrei para Escola Industrial do Infante D. Henrique; poucos dias depois, comecei a simpatizar com a Mary Fere Muñoz, companheira de turma, espanhola de Pamplona, cujo o pai era delegado de uma empresa espanhola no Porto. Linda como o sol, trejeitos muito mais sensuais do que as portuguesas; durante ano e meio, tivemos um realcionamento de grande cumplicidade e foi o meu encanto até ir para a tropa.

    Ao saber da minha nomeação para a guerra de Angola, fiquei desolado e resolvi despedir-me de todas as amigas e da namorada. Precisamente nos dias que vagueei pelo Porto, sem coragem para ir a casa despedir-me da família, quando almoçava na adega do Quim, na Rua da Madeira, uma sobrinha dele prontificou-se a ser “madrinha de guerra”! Levei a direcção e escrevi duas vezes, deixando de escrever a todas as outras amigas e namorada.

  SOY ADORMECIDO

                     a la  Mary Fere Muñoz

Como la flor muerta

   que vive sola

yo tengo en mi corazón

   como una piedra suelta

la vida y tu razón…

 

En las noches de plata

  soño con tu amor,

el sueño es vida no vivida

e tu no te dás cuenta

deste que no te olvida!

 

Yo soy adormecido…

la vibración de mi alma

es el recuerdo de ti.

 

Mientras, pido a Dios

con sentida devoción

 amor por nosotros

e que la vibración

    de mi alma

no seya ilusión…

  Porto, Março de 1959

Joaquim Conejo

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    Em Angola, havia demasiada oferta de miúdas para namorar, gozar e viver a vida. Entre períiodos nas zonas de guerra, dias em reportagens e tempo para descanso em Luanda, a vida era um desafio intermitente com o sofrimento entre capinzais e as delicias lúbricas nos recantos aconhedores dos jardins. Como escrevia para os jornais e revistas, comecei a ver endereços de mulheres do Brasil, França, Canadá, Itália…  com as quais me correspondia e era informado do modo de vida daqueles países.

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    Ao regressar a Portugal, soube que a “madrinha de guerra” Laurinda, sobrinha do Quim da adega,  havia casado com o José Carvalho, meu camarada de armas! Numa conversa amistosa que tivemos, entreguei-lhe uma fotografia da Laurinda e desejei-lhes boa sorte.

    Escrevi à Mary Fere e recebi resposta da irmã Felícia dizendo que a Mary Fere tinha casado, por nunca mais saber de mim! Que aa família vivia em Pamplona e que gostava de corresponder-se comigo até à Festa Internacional da Juventude marcada para o Verão de 1963. Uma vez que nos conheciamos do tempo em que esteve com a família no Porto, trocamos cartas e fui encontra-la em Lisboa, onde combinamos outro encontro nas Festas de S. Fermin de Pamplona. Para lá fui, tendo passado dias maravilhoso com a Felícia, ao ponto de sairmos do meio da algazarra das largadas de toiros e irmos espairecer para o meio de um canavial que ficava perto da antiga praça de toiros… belíssima ideia, momentos de afagos delirantes.

Mas, no decorrer dos três dias da Festa Internacional da Juventude, conheci a Paola, uma italiana esbelta de Brescia, que estudava em Milão; combinamos e fui passar uma semana com ela, que correu calorosamente. Enviou-me desenhos de cenas de circo eróticas, muito sugestivas. Mas a distância e dificuldade de entendimento interrompeu a ligação…

Ainda na Festa de Lisboa, conheci a Maria Olívia, de Bragança, amiga da namorada do meu amigo e camarada de armas Humberto Nogueira. Poucas semanas depois, viajei com o Nogueira, na moto dele, até Bragança. A Livinha era muito jovem e irreverente; passeamos e divertimo-nos na Feira das Cantarinhas e na praia do rio Sabor. Trocamos correspondência e ficamos bons amigos… nada mais, porque tinha namoradas perto do quartel de Tancos.

Enquanto andava na guerra em Moçambique, fui presenteado com umas férias na metrópole e em cinco paises da Europa e reatei o namoro com a Maria Olívia, que já trabalhava em Lisboa. Depois de regressar da guerra em Moçambique, casamos e fomos felizes, compensados com três filhos encantadores. Coitada, não resistiu a tumores malignos e metástases, morreu cedo.

Joaquim Coelho

In Livro: "Apologia do Romântico" - Edições Sentinela-MAC

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domingo, 12 de fevereiro de 2023

O Combatente em Apuros

EU não Fui por aí! Tal como o José Régio…


A minha incorporação no Serviço Militar obrigatório, em 1960, causou-me diversas perturbações na vida profissional, mas nunca imaginei as atribulações que estavam para acontecer com o início da guerra em Angola e as contingências com as dificuldades que tive de ultrapassar e que me fortaleceram a “coragem de vencer”.

A passagem da Força Aérea para as Tropas Pára-quedistas teve um efeito semelhante a um renascer para a vida activa: ao integrar uma unidade militar de alta performance especializada na preparação de homens para combate e apurados valores humanísticos e patrióticos, com a disciplina bem aprumada e o aperfeiçoamento dos saberes para decisões mais acertadas, melhorei mais a auto-estima; uma grande quantidade de aparelhos e formas de preparação física bem equilibrada para resistir ao esforço e vencer as caminhadas, com mais sentido de ajuda e camaradagem no entendimento dos interesses de grupos antagónicos ajuda na percepção das contradições dos incompetentes e contribui para melhorar a percepção da democracia dentro da comunidade castrense.

Tive a sorte de encontrar um oficial conhecido do tempo no Colégio João de Deus, que me induziu a escolher a nobre especialidade de Pára-quedista militar, em vez da desertar para França (por estar mobilizado para Angola sem a necessária preparação para a guerra), dei o passo mais importante da minha vida no sentido da afirmação que o meu avô materno me incutiu entre os oito e doze anos de idade, fazendo jus à sua ponderação e sabedoria – “a cidadania plena está no saber enfrentar as realidades com sentido de responsabilidade e seguir o rumo sem arrependimentos; olhar demasiado tempo para trás só nos atrapalha a visão do futuro”. 


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Tenho que pedir desculpa aos meus Instrutores e mestres, que se esmeraram na preparação de homens para avançarem com determinação contra as hostes inimigas e cumprirem as regras da disciplina sem vacilarem; porquanto, nem sempre aceitei a imposição de princípios arcaicos de alguns chefes bacocos e, às vezes, recusei andar ao toque do clarim.

 Por essas e por outras, sofri as consequências nefastas do confronto de ideias e represálias disciplinares, incluindo quando recusei mudar de curso na Academia Militar, o que levou o Director do serviço do Estado-Maior da Força Aérea a determinar a minha ida para Moçambique, por imposição! E, já em Moçambique, fui incomodado pelos tenentes Castro Gonçalves e Ramos Lousada, por desentendimentos na conduta operacional e conceito da disciplina militar.

As aparentes condições desfavoráveis da minha vida militar, em Moçambique, tiveram algum efeito positivo na articulação com os demais companheiros de jornada, onde dei mais importância à correcção das debilidades e ao incutir sabedoria aos soldados, contrariando as tendências da bajulação aos oficiais que me presentearam com processos disciplinares sem fundamento.

Ora, por ter contrariado as ordens do comandante de grupo, quando estávamos debaixo de fogo inimigo numa emboscada complicada, e ter assumido o comando e impedido o oficial de qualquer poder, meses mais tarde sofri represálias e fui detido. Escrevi ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea pedindo um “Inquérito”, que foi deferido e, ao fim de oito meses fui ilibou de culpas num processo disciplinar absurdo, onde me acusaram de contribuir para o fracasso do assalto a um acampamento inimigo, por ter contrariado as ordens de “abater tudo que mexer”, incluindo crianças.

Na sequência do dito “Inquérito” disciplinar, o comandante Argentino Seixas tomou a absurda decisão de  me proibir de usar armas militares por um longo período (andei pelo mato na missão de vague-mestre, fornecendo a melhor alimentação possível), enquanto continuei chefe do armamento do batalhão!!! Para afrontar o “sistema”, requeri à PSP autorização para comprar uma pistola civil (tendo o comandante do batalhão assinado a certidão de aptidão, necessária), a qual usei no cinturão durante seis meses!!!

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Por estas e por outras! Eu não fui por ali.

Com base nos conhecimentos recolhidos através das notícias transmitidas para os “telex” nas redacções dos Jornais onde escrevia, tinha um entendimento mais abrangente dos contornos internacionais das guerras ultramarinas, como demonstro nos textos publicados e a publicar em Blogs e Livros.

Antes de mais, junto dos soldados que me acompanharam, sempre salientei três premissas fulcrais para vencer: seguir para o objectivo com todas as cautelas, aplicando os ensinamentos recebidos; atacar com precisão e regressar sem baixas; perceber se houve fuga de inimigos, regressando por caminhos dispersos para evitar emboscadas: “Em qualquer operação, se tivermos baixas, por mais quantidade de armas apreendidas ou inimigos abatidos, saímos sempre diminuídos e frustrados”.

Desta forma, fui ultrapassando barreiras inconcebíveis, amenizava os confrontos e continuava o meu caminho.

Nem a censura, nem os bajuladores me travaram a caminhada que prossegui com determinação, de quando em vez, torpedeado cobardemente, como a tentativa de me humilharem com a “curta” detenção no fortim da ilha do Ivo (a mais de 1.500 km do quartel!)

Se tivesse ido por onde queriam que fosse, não teria chegado aqui, teria sucumbido à trama dos maldosos e dos bajuladores incompetentes!

Desculpem o desabafo; mas, há situações que jamais esqueceremos, tal foi o impacto do tormento de ser detido e levado “secretamente” para bem longe dos meus camaradas de armas.

NOTA: Para compensar os que me perdoarem… público uma receita de vitalidade no final do livro, que devem ter em conta para melhorar a saúde.

Publicado in: “Coragem de Vencer”, pelas Edições Sentinela-MAC


Clik no Link para VER:  


https://vaidinamite.blogspot.com/2023/01/atribulacoes-do-combatente.html


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   VIVER COM SAÚDE



 


Nascemos da Natureza, pelo que devemos viver o mais perto da sua essência. Os cuidados com a alimentação são fundamentais para vivermos mais e melhor.

Aos Amigos e Amigas deixo SUGESTÕES capazes de melhorar:


1 – A vitalidade física e mental;


2 – O estado imunitário, prevenindo as doenças mais comuns;


3 – O metabolismo celular, Sistema Linfático e funcionamento do organismo.


MISTURA REVITALIZANTE – Normal


Para pessoas com baixa vitalidade e dificuldade em dormir.


O consumo de bebidas alcoólicas deve ser moderado.


- Comprar um frasco de Mokambo, TOFINA ou BRASA (misturas com café).


Retira 3/4 para outro frasco de reserva e guarda bem fechado.


No restante 1/4 junta


- 140gr de Linhaça moída


- 80gr de Aveia integral


- 20gr de Sésamo, em grãozinhos


- 30gr de Canela moída, em pó


- 3 colheres de sopa cheias de Cacau. Para DIABÉTICOS, só uma colher.


O frasco não deve ficar cheio, para poder misturar muito bem.


A linhaça e os outros produtos vendem-se em lojas tipo biológicas.


Misturar 1 colher de sopa no leite, chã ou cevada quente, juntando 2 colheres de chã cheias de mel para pequeno-almoço.


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Cuidados com a ALIMENTAÇÃO, tal como consta nos ANEXOS:


- ALIMENTOS Saudáveis;  FRUTAS e Legumes; DIETA – DIABÉTICOS


ATENÇÃO AO COLESTEROL:


- O LDL-C desejável é de até 130 mg/dl. Os pacientes nesse grupo devem receber informação geral sobre dieta e factores de risco, e os níveis de colesterol total e de HDL-C devem ser reavaliados em 2 anos. O limite de alto risco do LDL-C é de 130 a 150 mg/dl. A presença de factores de risco determina o tratamento.


Alimentos sem restrições: Cereais, legumes e verduras, frutas, iogurte desnatado, aveia, gelatina, pão integral, queijo branco, mel.


Alimentos com moderação: Sementes oleaginosas (nozes e amendoim), óleos (soja, milho, girassol), farinhas em geral, ovos, carne de porco fresca.


Alimentos com alto risco: Carnes gordas, pele de frango, camarão, lagosta, miúdos embutidos, chocolate, leite integral, creme de leite, bacon, empanados, frituras, presunto, mortadela, salame, queijos amarelos, margarina.


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MELHORAR  A VITALIDADE,


Compromissos a adoptar na alimentação saudável:
1. Tomar o pequeno-almoço todos os dias;
2. Comer 4 porções de fruta ou legumes por dia;
3. Não estar mais de 4h00 sem comer;
4. Fazer exercício físico três vezes por semana;
5. Manter o organismo hidratado, bebendo água e moderar bebidas alcoólicas;
6. Confeccionar alimentos com menos sal, gordura e açúcar;



  1. Na toma de comprimidos, espaçar pelo menos 30 minutos entre cada um.

  2. Não tomar analgésicos ou antipiréticos com estômago vazio.


Para manter o organismo mais protegido contra a doença, melhorando o Sistema Imunitário, especialmente nos 20 dias antes de intervenções cirúrgicas severas, tratamentos com quimioterapia e fisioterapia, gripes ou pneumonias, tomar:


- BECOZYM C plus – em dias alternados com o Viterra Classic, dia sim dia não.


- Para boa circulação sanguínea e imunidade, tomar, duas vezes por semana, Fisiogen ferro, Stugeron, Magnésium OK, Vitamina C e Vitamina D3; para o cérebro, tomar Fosfoglutina B6.


- ALKA-SELTZER, efervescente, 1 comp. 2 horas antes de dormir.


NOTA: O Alka-Seltzer pode ser tomado de 2 em 2 dias como meio de desintoxicação do organismo, ajuda a melhorar o sistema cardiovascular e melhora disposição. Pode ser substituído por 1 colher de chã de ENO azul.


EXERCÍCIOS FÍSICOS Simples:


- Com os braços distendidos para a frente, fazer a tesoura cruzando os braços e abrindo para os lados do tronco com energia, em 2 insistências - até 10 repetições;


- Com os braços distendidos para a frente, em paralelo, levantar acima da cabeça


e baixar forçando para trás, em duas insistências cada – até 10 repetições;


- Deitado na cama, de costas, braços distendidos ao longo da cabeça, levantar as pernas e pedalar como se fosse em bicicleta - até 20 repetições.


Fazendo estes exercícios todos os dias, melhora o equilíbrio, a oxigenação do corpo e a circulação sanguínea.


NOTAS IMPORTANTES: ÁGUA – como a água é ligeiramente ácida, deve adicionar 1 colher de chã de sal marinho em cada garrafa de 1,5lt, para alcalinizar e proteger contra tumores cancerígenos. Aplicando os cuidados e sugestões acima referidas, é possível melhorar a vitalidade do corpo em cerca de 20 a 30%. Temos sugestões para prevenção e vitalidade.


- Vivamos com saúde, desfrutando cada momento da Vida com alegria e fulgor.


Alimentos Saudáveis: Alho, abacate, ameixas, abacaxi, azeite, salmão, atum, sardinha,


brócolos, frutos vermelhos, vegetais de folha verde, tomate, beterraba, beringela, repolho roxo, couve-flor, banana, papaia, iogurte, frutos secos, chá verde, uva, vinho tinto. Usar chãs de Alecrim, Hortelã, Salsa, Cidreira, casca de Laranja e chã Verde.


Composto por Joaquim Coelho – bioquímica aplicada     - e-mail: jotasousa39@gmail.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Preparar os Caminhos

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Porque Auto-estima é muito importante para nos mantermos firmes e lúcidos, transcrevo as seguintes afirmações da Psicóloga Joana Gentil Martins:

A autoestima é hereditária?

A autoestima não é hereditária, mas sim aprendida, o que significa que as interações são muito importantes e podem moldar a nossa percepção sobre nós mesmas! A ligação do bebé com a mãe ou com os cuidadores, as primeiras interações com a família, com a escola, com os colegas e professores, experiências que vamos tendo ao longo da vida, a própria sociedade e época em que vivemos têm impacto no desenvolvimento da nossa autoestima. Se tivermos tido experiências negativas ao longo da nossa vida, como por exemplo sofrer de bullying na escola ou no trabalho, ter tido uma educação rígida e fria, ter pais muito autocríticos e que não elogiam, recebermos constantes críticas destrutivas, educação ou trabalhos muito exigentes, relações disfuncionais, traições, traumas, abusos sexuais e/ou emocionais, temos uma maior probabilidade de ter desenvolvido até agora uma autoestima baixa e de ter desenvolvido crenças negativas sobre nós mesmas, sobre os outros e sobre o mundo. Todos estes são fatores comuns em pessoas com baixa auto-estima.


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Penso que as pessoas devem parar e refletir sobre si mesmas. Trabalharem, o que nós chamamos de autoconhecimento. Questionarem-se sobre como se sentem em relação a si mesmas, como é o seu diálogo interno, se tem ajudado ou se prejudicado, como são os comportamentos que têm tido, têm ajudado a viver uma vida com qualidade ou por outro lado uma vida mais angustiada? Começar pelo autoconhecimento é fundamental. E para isso, no meu livro, Torna-te o Amor da tua Vida, têm vários exercícios que são um bom ponto de partida.


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É importante termos o nosso momento de auto-reflexão e avaliarmo-nos a nós próprios, conhecendo-nos primeiro. Porque o que os outros dizem sobre nós é com base nas suas lentes, nas suas experiências e crenças. Gosto muito de uma frase, que até cito no livro que diz "é muito mais importante o que pensamos de nós próprios do que aquilo que opinam sobre nós"(Séneca). Quanto às redes sociais é importante que tenhamos um olhar mais atento e saibamos que nem tudo o que está nas redes sociais é exatamente assim ou, pelo menos, que não representa a realidade total das pessoas. Temos a tendência de publicar a melhor foto, a melhor edição e está tudo bem nesse aspeto, devemos mostrar o que nos sentimos confortáveis de mostrar. No entanto, para quem consome, deve lembrar-se que há uma seleção do que é posto online, que não é a realidade completa. Para além disso é importante que se entenda que o número de gostos e seguidores não define o valor de cada pessoa.

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