quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Temas Actuais, medos...

 




 


 


  


         A DESENVOLVER... 




 


 





 



 




 


 


 


     TRATADOS DE ROMA


 


Nunca o imperador César Augusto


conseguiu dominar os lusitanos


nem a generosa protecção de Zeus


entusiasmou este povo da terra


que nos legaram valiosos feitos


nos descobrimentos sem causar dano


ensinaram o cultivo sem guerra.


 


Nem a eloquência dos cânticos de Ovídio


conjugados na prosa de Horácio


conseguiram enganar este povo


que sempre confiou no seu querer


evitando caminhar sem a penosidade


dos males que as estranhas divindades


prometidas pelos invasores romanos.


 


Nunca pensaram encontrar o inferno


dos subsídios que os tratados ofertaram


para desmantelarem as hortas e as searas


e deixarem os campos à míngua de verdura


 


perdido o esplendor da natureza


tudo está à mercê dos mecenas europeus


que aniquilam as últimas sementeiras


e traçam as incertezas do futuro


deste povo penhorado e sem jeiras


assombrado no perjúrio do escuro.


 


                   Ermesinde, Março de 1993






 


 


 




 


 



 


 "As mulheres entregam-se a Deus, quando o Diabo já não quer nada com elas."  G. Allen


 


   


 




 


       A MALDIÇÃO DO PÓ


 


Percorro algumas ruas de Lisboa


desde o Castelo até à Madragoa,


já alta vai a noite das incertezas;


encontro os ninhos de escorpiões


espalhando a novidade maldita


prenunciadora de terríveis males.


 


Arrastam-se como perigosos vilões,


na escuridão das vielas sombrias;


olham de soslaio, estes escabrosos


morcegos assassinos de todos os dias,


na sinistra missão de sugar o sangue


aos incoerentes e desgostosos


fáceis presas das garras negras!


 


Tanta desgraça que espalhais


na insaciável sociedade pardacenta;


tolheis os olhares sonolentos


de gente com existências apagadas,


perdida na penumbra da verdade.


 


Onde o medo não tem limites,


espalhais o pó ávido da desgraça


e já caídos na valeta, a voracidade


obriga à vileza astuta, imaginária


forma de desgraça tenebrosa


onde chafurdais, gente ordinária


da horrenda corja mafiosa.


 


Rende-te enquanto não toca o sino,


e deita fora tudo o que não presta,


passando droga, és um assassino


e da vida já pouco te resta!


 


       Lisboa, Março de 1981


 


 


 


 


 




 


 


 


        ARMA ASSASSINA


 


O perigo ensarilha a vida dos incautos


que se abeiram dos venenosos escorpiões;


ninguém se libra da dolorosa ressaca


nas horas negras cheirando a morte,


acreditar no êxtase da fantasia, é ver


o sol nas noites negras de cortar à faca!


 


Enquanto não te enredas nessa merda,


abandona a tese das horas sonolentas;


antes de entrares na estranha vereda


onde sugam o sangue de vidas cinzentas,


abre os olhos para o céu e grita... grita


um grito forte que te livre da desgraça!


 


Acredita na razão da verdade infinita


que te pode libertar da densa neblina;


faz um esforço para saíres da clausura


onde só vegetam vidas tenebrosas,


não tenhas medo da vida sem lisura,


saboreia as coisas mais gostosas!


 


                   Ermesinde, Maio de 1999




 


  


 




 


 


                 


 


DIFERENÇAS!


 


"Todos os homens nascem livres e iguais; se depois,


decidem casar-se, a culpa é deles."  Sophie Loeb





 "A mulher preocupa-se com o futuro até encontrar marido;


o homem começa a preocupar-se com o futuro quando


encontra mulher."  Albert Camus


 


"Basta uma mulher para destruir o paraíso.


O homem e a mulher nasceram para se amarem,


mas não para viverem juntos. Todos os amantes célebres


viveram separados."  Noel Clarasó




 


 


 


 





 


 


 

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