Aos amigos deste espaço
desejo saúde e felicidade
juntamento com um abraço
vão meus votos de verdade.
Click na imagem
Click na imagem
Era uma vez uma Ministra que incentivou os alunos a maltratarem os professores.
Os "mestres" foram agredidos, perseguidos, insultados, ridicularizados... e a ministra não entendeu a " mensagem", e continuou a saga das "reformas" trapalhonas.
Sendo as Escolas a base da formação para a cidadania, qualquer alteração ao seu funcinamento deverá estar de acordo com todos os intervenientes, especialemente com os Professores. Sempre entendi a Escola como um local de aprendizagem e do saber para a vida: é aí que se aprende a aferir o saber, com as avaliações necessárias, o esforço para se ser um cidadão capaz e competente. As avaliações punem os preguiçosos e incentivam os que mais se aplicam. O facilitismo é um cancro que mina todo o sistema do ensino.
Agora, assistimos ao cúmulo da indisciplina nas escolas. Alunos-arruaceiros brindam os governantes com ovos e tomates .


TRATADOS DE ROMA
Nunca o imperador César Augusto
conseguiu dominar os lusitanos
nem a generosa protecção de Zeus
entusiasmou este povo da terra
que nos legou valiosos feitos
nos descobrimentos sem danos
ensinando o cultivo sem guerra.
Nem os eloquentes cânticos de Ovídio
conjugados nas prosas de Horácio
conseguiram enganar este povo
que acreditou em seres profanos
para caminhar sem as penosidades
dos males das estranhas divindades
prometidas pelos invasores romanos.
Este povo nobre e crente no eterno
nunca pensou encontrar o inferno
onde cantam as politiqueiras araras
com subsídios distribuídos com usura
para desmantelarem hortas e searas
deixando campos à míngua de verdura.
São carradas de milhões em papel
que o erário distribui a granel…
os barcos de pesca são abatidos
as fábricas deixam de produzir
e os patrões-subsídio divertidos
arruínam as empresas até falir.
Perdido o esplendor do sonho meu
ficamos à mercê do mecenas europeu
que aniquila as últimas sementeiras
e traça as incertezas p’ro futuro
deste povo penhorado e sem jeiras
assombrado no perjúrio do escuro.
Ermesinde, Março de 1993
Joaquim Coelho

